terça-feira, 3 de julho de 2012

claro que a voz. pronto. mas não apenas. o fenómeno, só pode ser um fenómeno, da hipótese. o fenómeno é um mistério. é a única forma de magia que conheço. depois da voz são os gestos. todo um complexo do estar. esse estar que se corresponde ao ser então estou tramado.

sábado, 30 de junho de 2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

simples a surpreender. de ser capaz o diafragma. liberto é outra coisa. sempre dá para perceber.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

estava uma chuva miudinha e eu acabadinho de comer. o carro quentinho e uma música baixinha. quinze minutinhos de puro prazer.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

o terreno cede ou é firme. a boca arde ou tem sede. talvez tenha chegado o verão. há razões para crer. há calores para querer.

sábado, 23 de junho de 2012

ele diz 'a minha mulher'. não é o único. seja como for, impressiona-me a beleza da expressão. não é que ele tenha o que ama. é ter a sorte de amar o que se tem.

sábado, 16 de junho de 2012

vamos lá ver, um tipo levanta-se de manhã para dar lições de vida a tipos mais velhos, tipos com mais vida desperdiçada. um tipo a passa a tarde a desinfetar-se das lições que só servem aos outros. à noite, um tipo decide oferecer ajuda a quem precisa. que caralho! a vida pode ser tão simples.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

quinta-feira, 14 de junho de 2012

na volta a casa lembrei-me que as panelas ficaram ao lume e eu podia não chegar a tempo. é certo que as calças no cabide não se lhes mostram engelhas. o que eu gosto do clarinete não descubro nos livros, mas, não repito, ocorre. e eu podia não chegar a tempo. os homens integralmente de preto, não. volte-se a cor. ver-me aos uis que nem ais dá-me vontade de apertar os atacadores e, ainda assim, correr o risco de não chegar a tempo. coisas bonitas. mais coisas bonitas. menos coisas, mais bonitas. podia não ter chegado a tempo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

detesto que cheguem antes da hora. há gente que se orgulha de chegar sempre com antecedência. não acho piada. não estou capaz de discutir, seja qual for o assunto, antes do período combinado.

terça-feira, 12 de junho de 2012

são cerca de trinta. atentos, focados, ligados à minha mão direita. diz-se tempo quando é clima e horas quando é tempo. podia ser a esquerda. não importa. basta uma. uma ou outra vez ainda fico vadio, vário como o tempo. as cargas de tensão disparam e a ansiedade desorienta a respiração. a mão ou o gesto não despoleta porque não se trata de impedir, antes explodir. a magia. bem, a magia. vou repetir: a magia. sabe-me bem a magia. a magia é fundir, unir, colar, misturar, juntar, entrelaçar, encaixar. separar é destroçar, destruir. os ingleses são bons a criar palavras que substituem frases inteiras: 'match'. a mão, um gesto e tanta gente para casar duas melodias que querem fazer amor uma com a outra.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

pareces tão distante quando estás perto e tão minha quando estou longe.

domingo, 10 de junho de 2012

sábado, 9 de junho de 2012

em fúria. graças a Deus. a fúria é uma graça e não me estorva nada que seja de Deus. ou, de enfiada, de Deus e do Diabo. posso começar por diga-se, refira-se ou note-se, mas vou optar por punheta-se, porque é quando um homem quiser. em fúria, é isso e muito mais.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

de repente. gosto da expressão. de repente acontece-me muito. podia escrever um texto só com de repentes.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

causa-me impressão. é impressão minha ou é a impressão dela que me impressiona. mais tarde, agora, por exemplo, ficarmos sós. não dava nada por ele. e agora dás ou adiamos o amor para depois?

quarta-feira, 6 de junho de 2012

desafio. o desafio. eu desafio. um desafio. não desafio. qual desafio? quem desafio? então, quem vier por bem, leva agora a mal! quem por bem afina, por mal que venha, desfruta do prazer duma cantiga ao desafio.

terça-feira, 5 de junho de 2012

cem publicações depois, o que se pode ler aqui é um tratado. ou mais do que um tratado. porventura, um mal tratado. ou um tratante. pendurado numa estante. arrumado a um canto, desarrumado do seu sítio. todas as mulheres que me desejam escolheram outro com quem deitar. cem delas depois, quantos de mim serei pois?

domingo, 3 de junho de 2012

a frustração é uma coisa chata, não convém dar-lhe muita importância. com jeitinho, um gajo vive bem sem ela.

sábado, 2 de junho de 2012

assim que tentei abrir a porta, fechada à chave, uma menina atenta tratou, imediatamente, de chamar o rapaz da chave, que acedeu com prontidão. lá dentro, respirava-se melhor, ainda com cautela. o Gonçalo diz que, uma vez em queda, a única saída é manter a calma. ocorre-me de manhã que, não se sendo nada, há uma grande felicidade em poder vir a ser-se alguma coisa.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

os russos ocupam o terceiro lugar no top dos visitantes deste sítio. para eles um bem haja e a questão que se impõe: quando marcamos um café?

segunda-feira, 28 de maio de 2012

ou seja, hoje, vingo-me aqui. não sei se coloque as vírgulas. não que a vingança me satisfaça. preferiria algo mais duro. pontos finais, por exemplo.

terça-feira, 27 de março de 2012

deve haver uma razão. a haver, o dever de uma razão é nunca ficar em dívida.

quinta-feira, 22 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

terça-feira, 20 de março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

sábado, 10 de março de 2012